domingo, 19 de junho de 2011

A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO

                                   

                                      A ORIGEM DA VIDA DO HOMEM E DO ESPÍRITO 
De onde viemos?
Quem é Deus?
Somos eternos?
Para onde vamos?
Desde que tomou consciência de sua existência, o homem está em permanente busca de respostas para estas e outras perguntas.
A árvore da vida é o centro onde buscamos nossa origem.
Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência buscamos respostas que só o tempo poderá nos dar.
Nos últimos anos a ciência tem dado muitas respostas sobre a origem do universo, mas é na origem dos espíritos que se encontra a resposta à pergunta mais inquitante: Porque os humanos evoluiram e continuam evoluindo mais rápido do que as outras espécies vivas? De onde veio o espírito que habita cada ser vivo?
A ciência comprova que o universo surgiu a cerca de 15 bilhões de anos; o nosso sistema solar e com a terra surgiu a 4 ou 5 bilhões de anos; A vida sob forma de organismos uni-celulares que, segundo estudos recentes, teria surgido a 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares teriam surgido a apenas 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgido a cerda de 225 milhões de anos e desaparecido a apenas 65 milhões de anos; o homo-erectus espécie extinta de himinídeo - viveu entre 1.800 mil anos e 300 mil anos.
Somos todos produto do universo. Uma microfagulha  que pertence a este imenso espaço ainda desconhecido.
Precisamos ter consciência de que não estamos sós. Milhares de seres das mais diversas formas vivem espalhados por todas as galáxias.
Apesar de toda a evolução humana, nossa inteligência ainda não é aparelho capaz de entender e dar todas as respostas que queremos.
Vamos iniciar este estudo buscando compreender a explicação de Darwin sobre a evolução das espécies na sua forma física. Em seu estudo ele afirma que homem é uma evolução do macaco. Uma esplicação muito simples, o que é compreenssivel para a sua epoca. Naquele tempo ainda não haviam sido descobertos os fósseis e restos em sítios arqueológicos de diversas partes do mundo.
As raizes do homem são muito mais antigas do que se acreditava há alguns anos atrás. Teria surgido na Era Secundária com o aparecimento do hominídio.
O homo-habilis - capaz de fabricar um instrumento - foi o primeiro a dar o passo decisivo que o separou da animalidade para a humanidade e deu origem ao homo-sápiens, nosso semelhante.
Os dados fornecidos pela pré-história dão luz a antropologia. É a reconstrução da maneira mais minuciosa e fiel possível, num período cada vez mais preciso, para compreendermos o que foi a existência de nossos distantes antepassados em suas etapas sucessivas, e nos diversos meios em que evoluiu. Essa reconstrução tornou-se possivel graças ao emprego de métodos novos, datações radicativas, escavações horizontais que permitem encontrar no seu estado primitivo, diferentes solos de ocupação, estudos dos pólens e também pela formação de equipes pluridiciplinares reunindo todos os investigadores do passado.
A África Oriental, berço do gênero humano, e o Oriente Médio, que deu origem ao homem moderno, é o local onde as pesquisas fizeram surgir uma nova visão da pré-história.
O homem não é uma simples evolução do macaco, mas fez parte do grande grupo de primatas originários do final da Era Secundária. Em torno de 50 milhões de anos.
Foi no Egito, mais precisamente no célebre depósito de Fain, que os arqueólogos descobriram,em camadas que datavam do início do oligoceno, os mais antigos fósseis que marcam a separação entre os macacos e os hominideos. Tratava-se, essencialmente, do propliopiteco e do parapiteco. O primeiro é certamente um antepassado do gibão e muito provavelmente de todos os antropomorfos que a evolução diferenciou em seguida até os atuais chipanzés, gorilas e orangotangos. O segundo, nitidamente menor, apresenta molares e sobretudo premolares muito próximos aos do homem. O que parece certo é que desde o oligoceno - cerca de 40 milhões de anos - a separação já estava realizada entre os dois ramos dos antropomorfos e dos hominideos.
Existe uma grande lacuna vazia, da qual nada ou quase nada sabemos. O imenso espaço de tempo que transcorreu até o aparecimento dos primeiros australopitecos, por volta de 5 milhões de anos é desconhecido.
Os hominideos foram encontrados em diversas partes do mundo.
Na metade do século XIX foram encontrados numerosos restos em jazidas na Toscana. Entre eles um esqueleto quase completo. Por seu crânio relativamente volumoso, por seu rosto e sua dentição, e principalmente por sua bacia que revela uma adaptabilidade à posição bípede. Este fóssil é de um oreopiteco e pertence à ordem dos hominideos. Seus membros posteriores curtos e seus membros anteriores muito compridos indicam que estava adaptado à vida arboricola. Esta espécie desapareceu sem deixar descendentes.
Na Índia foi descoberto o ramapíteco. Possuímos apenas fragmentos do maxilar e das mandíbulas. Também o fóssil do queniapiteco, descoberto pelo cientista norte-americano Leakey, tem as mesmas características e portanto ambos foram classificados como hominideos pelos palentologos. Segundo os estudos de Leakey o queniapiteco não era um fabricante, mas apenas um utilizador de equipamentos.
Para chegar ao homo-sápiens houve uma lenta evolução de milhões de anos.
Por mais escassos que sejam os dados sobre o período do mioceno, pelo menos dois hominideos viviam na extensa região afro-indiana: um deles, o oreopiteco, estava adaptado à vida arbívora; o outro, o ramapiteco, adaptado à vida de solo, sendo que evoluções sucessivas conduziram-no provavelmente á condição do australopiteco. Nesta evolução se deu o passo decisivo que levou à hominização que foi a fabricação de instrumentos. Esta façanha é creditada tanto ao australopiteco como ao homo-habilis, pois trata-se de uma única e mesma espécie, ou pelo menos de duas espécies muito próximas. Embora muito semelhantes, o autralopiteco desapareceu e o homo habilis continuou sua jornada até o homo sapiens.
Os primeiros restos de autralopitecos foram encontrados na África Austral, mas foi na Etiópia, no Quênia e na Transzânia que se realizaram descobertas estraordinárias.
Durante dois ou tres milhôes de anos, duas grandes espécies de hominideos co-habitaram uma extensa região da África (da Etiópia ao Transval e do Quênia ao Chade).
A primeira espécie, singularmente maciça e robusta, mas comportando uma grande variedade de formas, foi dos australopitecos. Seu tipo é o famoso zinjantropo, descoberto por Leakey, em Oldoway. Sua dentição, caracterizada por molares e premolares muito grandes e pela pequenez dos caninos e dos incisivos, revela uma criatura herbívora. Seus ossos da bacia e dos membros inferiores mostram que sua adaptação à marcha bípede não era perfeita. Sua capacidade craniana, segundo Tobias, é de 500 cm3. A segunda espécie, batizada de homo habilis por Leakey, é muito mais delicada. Sua dentição, (redução dos molares e alargamento da parte anterior do maxilar), sugere um regime carnívoro e sua bipedia é perfeitamente desenvolvida. Também sua capacidade craniana é muito superior com 675cm3.
As mais antigas ferramentas de que se tem notícia datam de 2.100 a 2.600 milhões de anos. Esses instrumentos são essencialmente seixos de quartzo ou silex, grosseiramente talhados em uma ou duas faces, de maneira a fornecer uma aresta cortante. Com estes instrumentos cortantes eles conseguiam caçar e matar grandes animais.
As grandes descobertas se proliferaram e continuam nos dando novas pistas. O pitecantropo em Java, o sinantropo em Pequim, o atlantropo na África do Norte, o homem de Heidelberg e de Montmaurin na Europa, o de Oldoway na África Oriental.
O homem ereto, que surgiu a mais de um milhão de anos, vai ocupar, com suas diversas raças, o primeiro plano da história até 200 mil anos atrás. Embora conserve um certo número de traços primitivos - (crânio estreito e alongado, testa extremamente inclinada, mandíbula pesada, queixo inesistente, dentição caracterizada por caninos vigorosos, etc.) ele se diferencia por um aumento acentuado da capacidade cerebral que oscila entre 850 e 1200 cm3. Seus membros são de aspeto nitidamente humano e perfeitamente adaptado à marcha bípede. Sua altura oscila  entre 1,50 e 1,60 m. Sua indústria característica é a da "pedra lascada" ou bifaces, a partir de um eixo de sílex.
Esses progressos técnicos, por mais lentos que tenham sido, são característicos da evolução psíquica do homem ereto. Na sequencia o homem ereto descobre o fogo, como comprovam diversos braseiros encontrados perto de Pequin, nas cavernas de Chou Kou-Tien. Assim finalmente surgia o homo sapiens, homem inteligente. Embora esta fase da evolução seja a mais próxima de nós, é também a mais controvertida.
Na sequência  temos o homem de Neanderthal que a 80 mil anos dominava a Europa Ocidental.
Apesar de pequeno e atarrachado, tinha um crânio com 1.400 cm3, perfeitamente comparável ao do homem atual.
A 40 mil anos o homem de Neanderthal desaparece bruscamente. Sem transição foi substituido pelo homem moderno, o homem Cro-magnon, de Grimaldi e de Chancelade. Era tão parecido conosco que, vestido com nossas roupas, não seria percebido no nosso meio. Suas realizações artísticas em Lasoaux, Niaux, Altamira e muitos outros lugares atestam que suas faculdades intelectuais não eram inferiores às nossas.
Não foi encontrado nenhuma transição morfológica de um tipo para outro. Isto se deve ao pouco tempo de evolução. Apenas alguns milhares de anos.
Não podemos afirmar que todo o enigma tenha sido esclarescido definitivamente. Algumas descobertas recentes sugerem novas direções às pesquisas.
O conhecimento científico atual nos possibilita compreender com mais certeza a nossa evolução.
Não se pode confundir a teoria do policentrismo, de carater racista que foi levada ao extremo nos anos 1930. Fazia do chipanzé o antepassado da raça branca, do gorila o da raça negra, e do orangotando o da raça amarela.
O homo sapiens constitui uma espécie única, como provam as possibilidades de interfecundação entre as diversas raças. A paleontologia é confirmada pela genética que somos todos uma única raça: a raça humana. Ela só pode provir, por isso, de uma espécie única. A esse respeito, o policentrismo não faz mais do que antecipar no tempo o problema da origem do homem atual.
Somos da raça humana, mas nossos ancestrais povoaram diversas regiões do mundo e talvez porisso somos originários de várias raças cuja essência humana é única.Podemos admitir que durante milênios, pela ação de misturas, constituiu-se, a partir de diversos grupos mais em proporção variável, um grupo genético comum à humanidade inteira. Podemos até pensar que o próprio homem de Neanderthal nos legou alguns de seus genes. O importante é compreender que todos os acontecimentos da evolução se processaram através de uma única espécie: a nossa.
As raças atuais, quer sejam oriundas das três raças Cro-Magnon, Grimaldi e Chancelade, só se diferenciaram a uns 10 mil anos, quando as práticas da agricultura e da criação de animais, levando à vida sedentária, possibilitaram ao clima operar a separação entre as mutações da pele clara e as mutações da pele escura.
Mesmo sob estas luzes que iluminam a pré-história subsistem enormes regiões de sombra. Os próprios fatos ainda continuam escassos. Quanto mais voltamos no tempo, mais dificil fica encontrar as provas definitivas.
DEUS, O CÉREBO E O ESPÍRITO
Com o despertar daconsciência o homem passou a encarar o espaço que o rodeia como epifania do divino. A divisão do espaço sideral surge como padrão temporal traçado pelo movimento dos planetas.
Como vimos na evolução do homem, o cérebro evolumou-se na medida em que o homem evoluia rumo aos nossos dias.
A humanidade, pela sua própria natureza como um todo, possui instintos de imaginação e ação, participando dos acontecimentos cósmicos com sonhos e ritos religiosos. O homem primitivo vivia num permanente estado de terror e medo que resultava em constantes celebrações e ritos mágicos, destinados a manter longe os aspectos pavorosos da natureza. Todos os acontecimentos climáticos inesperados despertava o medo e a desconfiança. 
A existência toda está entrelaçada pelo ciclo da transformação. O nascimento, a morte e o renascer é um interminável fenômeno da existência que nossa mente ainda não atingiu a maturidade do entendimento.
A matéria que compõe e permite a existência da vida já é assunto amplamente discutido e conhecido, mas a mente tem poderes que estamos longe de compreender. A mente, Deus e o Espírito de cada ser vivo são mistérios que de fato ainda não podemos definir e compreender com clareza absoluta.
Partindo do princípio de que Deus é tudo o que existe, fica claro que o Big-Bang foi obra de Deus. Através dele sua força e poder espalhou-se por todo o universo. A nossa Galáxia é a mãe da Terra onde toda a nossa transformação evolucionista se deu.
O cérebro é o centro de tudo, pois é através dele que Deus se manifesta pelo pensamento que cria a ação. O artigo que acabo de escrever é uma manifestação de Deus que se originou no meu cérebro e se materializou na escrita. Este tipo de manifestão acontece nas mais diversas formas em todos os seres vivos. 
Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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