A idéia da existência de Deus é algo que o ser humano nasce com ela ou adquiri durante a sua vida? Para responder a essa indagação, faz-se necessário recorrer ao texto de Gênesis, capítulo 1, versículo 26, no qual Deus diz: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança [...]”. Assim, de acordo com a Bíblia Sagrada o ser humano possui de maneira intrínseca alguma coisa de Deus desde a criação, que é a sua imagem e semelhança. Mas esta imagem e semelhança que são mencionadas em Gênesis não indicam que o homem e a mulher já nascem com o pensamento de que Deus existe. O que nós temos, na verdade, é a idéia do divino, do metafísico e do transcendente, que foi posta em nós por ocasião da formação do primeiro homem, Adão.
Nessa esteira de raciocínio, a teologia ensina que esta imagem e semelhança que herdamos de Deus é algo moral e natural (cf. MENZIES e HORTON, 1955, p.87-89). E isso é facilmente observado na natureza do homem, que, mesmo decaída por causa do pecado, ainda conserva características do seu criador, dentre as quais, tem-se o atributo da justiça. Assim, existe o senso comum entre os povos das mais variadas culturas e nações em repudiar práticas, tais como: o assassinato e o estupro. E este senso comum que o ser humano possui é reflexo do atributo da justiça que foi posto em nós quando Deus nós fez a sua imagem e semelhança moral e natural.
Neste sentido, o apóstolo Paulo ensinou os cristãos da cidade de Roma e escreveu que os gentios, mesmo não tendo lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei e dessa forma mostram a obra da lei escrita nos seus corações, testificando juntamente com a sua consciência e os seus pensamentos, que às vezes os acusam e os defendem (cf. Rm 2.14,15). Nesses termos, Paulo ensinou aos romanos que os povos pagãos mesmo sem conhecerem a Deus tinham nos seus corações os seus preceitos morais internalizados; e isto é fruto da imagem e semelhança moral e natural de Deus.
O fato é que na verdade nós não conhecemos a Deus. É ele quem nos conhece e se revela para nós de diversas maneiras. E dentre as muitas maneiras que Deus se revela para nós, o teólogo Ralph Smith menciona que ele se revela nas aparições e manifestações divinas; ele se revela por meio da sua palavra; ele se revela nas experiências pessoais; ele se revela no culto; ele se revela no pronunciar e no ouvir a palavra profética; e, ele se revela por meio da nossa consciência moral. E mesmo frente a essas multiformes revelações de Deus, nós ainda não conseguimos conhecê-lo em toda a sua plenitude. Pois se isso fosse possível, Deus não seria Deus (cf. SMITH, 2001, p.98-102).
Assim, conclui-se que o ser humano tem apenas um conhecimento do divino, do metafísico e do transcendente. E este conhecimento é fruto da imagem e da semelhança moral e natural que nós herdamos de Deus. Pois o conhecimento efetivo de Deus se dá por meio da sua revelação. Dessa forma, nós não nascemos com o conhecimento de Deus, pois é ele quem nos conhece e se revela para nós.
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Neste sentido, o apóstolo Paulo ensinou os cristãos da cidade de Roma e escreveu que os gentios, mesmo não tendo lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei e dessa forma mostram a obra da lei escrita nos seus corações, testificando juntamente com a sua consciência e os seus pensamentos, que às vezes os acusam e os defendem (cf. Rm 2.14,15). Nesses termos, Paulo ensinou aos romanos que os povos pagãos mesmo sem conhecerem a Deus tinham nos seus corações os seus preceitos morais internalizados; e isto é fruto da imagem e semelhança moral e natural de Deus.
O fato é que na verdade nós não conhecemos a Deus. É ele quem nos conhece e se revela para nós de diversas maneiras. E dentre as muitas maneiras que Deus se revela para nós, o teólogo Ralph Smith menciona que ele se revela nas aparições e manifestações divinas; ele se revela por meio da sua palavra; ele se revela nas experiências pessoais; ele se revela no culto; ele se revela no pronunciar e no ouvir a palavra profética; e, ele se revela por meio da nossa consciência moral. E mesmo frente a essas multiformes revelações de Deus, nós ainda não conseguimos conhecê-lo em toda a sua plenitude. Pois se isso fosse possível, Deus não seria Deus (cf. SMITH, 2001, p.98-102).
Assim, conclui-se que o ser humano tem apenas um conhecimento do divino, do metafísico e do transcendente. E este conhecimento é fruto da imagem e da semelhança moral e natural que nós herdamos de Deus. Pois o conhecimento efetivo de Deus se dá por meio da sua revelação. Dessa forma, nós não nascemos com o conhecimento de Deus, pois é ele quem nos conhece e se revela para nós.
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O CONHECIMENTO DE DEUS publicado 17/11/2010 por Flávio Bessa da Costa em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/52368/1/O-CONHECIMENTO-DE-DEUS/pagina1.html#ixzz16L6g9UBU
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